Instalações Elétricas


Instalações elétricas é um conjunto formado por fios, cabos e outros acessórios com características coordenadas entre si e essenciais para o funcionamento de um sistema elétrico. Todas as instalações são definidas em um projeto elétrico elaborado por um profissional especializado ainda na planta feita pelo arquiteto ou engenheiro. O projeto elétrico determina o porte da instalação, estabelece circuitos e especifica os materiais que serão usados na obra. Também cabe ao projeto definir pontos de luz e eletricidade da edificação a partir de uma avaliação das necessidades de cada ambiente e dos possíveis aparelhos eletrônicos que serão instalados.

Para garantir segurança é importante que o instalador seja capacitado, para não colocar a sua vida e dos futuros ocupantes da edificação. Uma instalação mal feita pode provocar sérios problemas, desde o consumo exagerado de energia elétrica até curtos circuitos no sistema, ocasionados pela fuga de corrente. Mas atenção, não basta ter um bom projeto se a instalação não for realizada por profissionais qualificados e não utilizar produtos certificados.

Fios e cabos condutores

Um fio é um segmento fino, cilíndrico, flexível e alongado, que deve ser escolhido com muito cuidado em uma instalação elétrica, já que deverá conduzir a corrente elétrica.

A diferença entre um fio e um cabo está na flexibilidade, pois a capacidade de condução de corrente é a mesma. Os fios são mais rígidos, pois são feitos de um único filamento. Já os cabos são compostos por diversos filamentos finos, que proporcionam mais flexibilidade e facilitam a colocação nos eletrodutos (conduíte, usado para passar a fiação).

Mas, quando usar um fio e quando optar por cabos? Em geral, o cabo é mais usado em trechos onde há curvas, por ser bastante maleável. A escolha dos condutores é sempre baseada na aplicação ou preferência do projetista / instalador.

Independentemente da escolha por fios ou cabos, é fundamental optar por produtos que tenham identificações claras como seção, temperatura, tensão de isolamento e número da norma que especifica as características técnicas referidas.

Os materiais condutores mais utilizados são feitos de cobre e revestidos por plástico ou borracha isolante. Sua aplicação como condutor de eletricidade é protegida em eletrodutos e destinada à distribuição de luz, força motriz, aquecimento, sinalização ou campainha.

As seções mínimas recomendadas por norma são de 1,5 mm2 para iluminação e 2,5 mm2 para tomadas de força. Circuitos especiais como o do chuveiro ou da torneira elétrica devem ter a potência do equipamento como parâmetro para a determinação da seção (bitola) do fio.

Os fios que não ficam embutidos nas paredes merecem atenção especial e precisam estar com uma segunda camada plástica protetora, além da isolação.

Cores padrão em circuitos de baixa tensão

Conforme a norma NBR 5410, o instalador deverá seguir as cores padrão para circuitos de baixa tensão.

Cores de fio para instalação elétrica de baixa tensão

O condutor com isolação de cor azul-claro deve ser utilizado como neutro, já o verde-amarelo ou verde é o conhecido fio terro ou proteção. Já o condutor de fase pode ser de qualquer cor, exceto as cores estabelecidas para neutro e proteção.

Tipo de Instalações Elétricas:

Instalações Monofásicas: O fornecimento elétrico monofásico é constituído por uma rede monofásica a dois fios (uma fase e outro neutro), são redes antigas e onde a soma da carga residencial atinge no máximo 8.000(8Kwa) á 12.000 (12Kwa).

Instalações Bifásicas: A rede bifásica a três fios é composta por duas fases e um neutro, a soma da carga residencial atinge no máximo 12.000(12Kwa) á 25.00(25Kwa).

Instalações Trifásicas: A rede trifásica a quatro fios é composta por três fases (aqui no Rio com tensão de 127 volts cada uma) e um neutro, a soma da carga residencial atinge no máximo 12.000(12Kwa) á 25.00(25Kwa).

Aumento de Carga: Pela modernidade hoje temos muito mais equipamentos elétricos e eletrônicos que do que se utilizava no passado (redes antigas monofásicas como na maioria dos imóveis antigos da Zona Sul) assim há a necessidade da ampliação da rede ocasionando um aumento de carga, que é basicamente um processo administrativo( solicitação junto a Light com preenchimento de formulários e apresentação de um mini projeto) preenchido e assinado por profissional habilitado, ou seja credenciado junto a concessionaria(Ligth) e depois uma ampliação da rede física (mais fios e mais fases) assim a carga que chega passa a ser de acima de 25.00(25Kwa) a até 75.000(75Kwa).    

Por que separar circuitos de iluminação e de força?

De acordo com NBR 5410, com relação às instalações elétricas de baixa tensão, é recomendável separar os circuitos de iluminação e de força em todos os tipos de edificações e aplicações. Existem dois bons motivos para separar os circuitos. O primeiro é que dessa forma um circuito não será afetado pela falha do outro, caso ocorra um defeito em um deles. O segundo motivo é que o motivo é que o fato de separar os circuitos de iluminação e de força auxilia na implementação das medidas de proteção adequadas contra choques elétricos.

Conduítes ou eletrodutos?

Responsáveis pelo trajeto dos fios e dos cabos os conduítes ou eletrodutos fazem as ligações entre todos os pontos de consumo, comando e o quadro de distribuição.

Os conduítes podem ser rígidos ou flexíveis. O seu formato rígido é recomendado para lajes ou outras superfícies concretadas, no entanto, na maior parte das instalações, predominam os conduítes flexíveis.

O ideal é que os conduítes sigam caminhos retos ou que façam curvas abertas. Suas bitolas são calculadas de acordo com a quantidade de fios ou cabos que deverão conduzir.

Circuito Elétrico Independente: é a individualização do caminho (começo, meio e fim) entre a alimentação (disjuntor do quadro elétrico) passando a corrente (carga) pelos fios até chegar á tomada. É normalmente utilizado para alimentar aparelhos de Ar condicionado, chuveiros elétricos ou equipamentos de grande consumo, a individualização facilita a manutenção e aumenta segurança.

Conversão de Voltagem: Transformar (alterar) uma tensão de 127 para 220 Volts (aumento) ou de 220 para 127 Volts (diminuição).

Realocação de pontos de Tomada: Retirar um ponto de tomada de um determinado lugar (exemplo: retirar da sala e colocar na cozinha).

Curto Circuito: É a passagem de corrente elétrica acima do normal (elevadíssima) em um circuito que não esteja preparado para receber tal carga, a detecção (localização) desta anomalia visa fazer com que o circuito opere normalmente. 

Neutro: neutro ou terra é o fio no qual o potencial elétrico é nulo, a princípio, designa o condutor que está ao mesmo potencial elétrico que o da terra. (não há corrente elétrica).

Fase: Fase é o fio no qual a tensão elétrica é transmitida, conduz energia.